714- PAUL GAUGUIN – AGUARELA

714- PAUL GAUGUIN – AGUARELA

714- PAUL GAUGUIN

AGUARELA- 1903

DIM:- 19 X 11 CM

PREÇO:- SOB CONSULTA

-PAUL GAUGUIN MORRE NESTE ANO DE 1903.

-ESTE QUADRO FOI ADQUIRIDO HA CERCA E 20 ANOS , TENDO SEMPRE ESTADO NA POSSE DO SEU COMPRADOR  QUE O ADQUIRIU Á VIUVA DUM MARINHEIRO PORTUGUÊS QUE TRABALHAVA EM  NAVIOS DE CRUZEIRO.

-AQUANDO DA ELABORAÇÃO DO CATÁLOGO RAISONNÉE, FOI ENVIADO FAX AO WILDENSTEIN  INSTITUTE EM NOVA YORK,  COM FOTOS DA AGUARELA SOLICITANDO INFORMAÇÃO.

– NA RESPOSTA ENTÃO OBTIDA, FOI INFORMADO QUE DADO O ADIANTADO DA PUBLICAÇÃO DO CATÁLOGO, JÁ NÃO SERIA OPORTUNO INCLUIR  ESTA OBRA, DE PEQUENA DIMENSÃO,   POIS JÁ ESTAVA ENCERRADO.

Gauguin nasceu em Paris, viveu até sete anos em Lima, no Peru, para onde os seus pais (um jornalista francês e uma escritora peruana)[3] mudaram-se após a chegada de Napoleão III ao poder. O seu pai pretendia trabalhar em um jornal da capital peruana, porém, durante uma terrível viagem de navio, teve complicações de saúde e faleceu. Assim, o futuro pintor desembarcou em Lima apenas com a sua mãe e com a sua irmã.

Vida adulta e início de carreira

Quando voltou para o seu país natal, em 1855, Gauguin estudou em Orléans e, aos 17 anos, ingressou na marinha mercante e correu o mundo. Trabalhou em seguida numa corretora de valores parisiense e, em 1873, casou-se com a dinamarquesa Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos.[2]

Aos 35 anos, após a quebra da Bolsa de Paris, tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou, assim, uma vida de viagens e boémia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Ao contrário de muitos pintores, não se incorporou ao movimento impressionista da época.[1] Expôs pela primeira vez em 1876. Mas não seria uma vida fácil, tendo atravessado dificuldades econômicas, problemas conjugais, privações e doenças.

Foi então para Copenhagen, onde acabou ocorrendo o rompimento de seu casamento.

Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como as de Van Gogh ou Paul Cézanne.[4] Apesar disso, teve seguidores e pode ser considerado o fundador do grupo Les Nabis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida.[4]

Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente.[2]

O pintor parte para o Taiti em busca de novos temas e para se libertar dos condicionamentos da Europa. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas. A cor adquire mais preponderância, sendo representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas.[5]

Morou durante algum tempo em Pont-Aven, na Bretanha, onde sua arte amadureceu. Posteriormente, morou no sul da França, onde conviveu com Vincent Van Gogh.[1] Numa viagem à Martinica, em 1887, Gauguin passou a renegar o impressionismo e a empreender o “retorno ao princípio”, ou seja, à arte primitivista.

Tinha ideia de voltar ao Taiti, porém não dispunha de recursos financeiros. 

Então, com o auxílio de amigos, também artistas, organizou um grande leilão de suas obras. Colocou, à venda, cerca de 40 peças.[2] A maioria foi comprada pelos próprios amigos de Gauguin, como por exemplo Theo van Gogh, irmão de Vincent van Gogh, que trabalhava para a Casa Goupil (importante estabelecimento que trabalhava com obras de arte).[2]